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Oasis, Nirvana e Foo Fighters agora são “rock de pai”, diz jornal inglês

Essas são as bandas que você vai dançar em casamentos e dizer aos seus filhos: “Essa banda sim era muito boa”. Você ridicularizou seu pai por cantar AC/DC com uma gravata na cabeça, mas você se olha no espelho e vê que está fazendo a mesma coisa com a sua banda favorita.

Você pode não perceber, mas agora você é esse cara. O tempo passou e as músicas que você ouve no seu fone porque lembram a sua juventude já estão completando mais de 20 anos.

Aqui vai a lista produzida pelo jornal The Sun escrita por alguém que certamente percebeu que as gerações mais novas não apreciam as bandas favoritas dela.

Não custa dizer que a lista reproduzida aqui foi feita com bom-humor geracional a respeito do estado da música (e não foi feita pelo “estagiário fã de BTS” a quem os seguidores da RS Brasil costumam culpar quando dão de cara com matérias sobre k-pop, pop ou rap). 

1- Nirvana

Não necessariamente ‘rock’, mas o Nirvana está na categoria de “rock de pai” atualmente. Você está em casamentos batendo cabeça ao som de “Smells Like Teen Spirit“, uma música que agora tem 28 anos.

Sim, a banda acabou há 25 anos, após a morte de Kurt Cobain.

Se agora você está irritado com os adolescentes de 12 anos de idade vestindo camisetas do Nirvana como um estilo e não um amor à banda. É hora de encarar os fatos. Você está ficando velho.


2- Foo Fighters

Provavelmente, um dos maiores e mais moderno do “rock de pai”. Ainda produzindo músicas incríveis até hoje, o Foo Fighters vai te fazer bater cabeça como nenhuma outra banda.

Apenas ouça o álbum Wasting Light e tente manter sua cabeça parada. É impossível.

No entanto, mesmo começando logo depois do fim do Nirvana em 1994, a banda liderada por Davi Grohl tem 25 anos e até que eles façam uma colaboração com alguém com ‘Lil’ no começo do nome, a geração atual irá escrevê-los como “Old People Music”.


3- Arctic Monkeys

Não dá para acreditar,   Artic Monkeys já tem 17 anos de existência. O álbum de estreia da banda, Whatever people say I am, that’s what I’m not, foi lançado em 2006. Foi ele quem colocou o grupo no mainstream e desde então eles nunca mais saíram.

Indiscutivelmente, a melhor banda dos anos 2000, suas letras e músicas estão relacionadas à toda uma geração. Infelizmente essa geração é agora a do “rock de pai”.


4- The Strokes

Você está em seu sexto copo na recepção do casamento. Você vê aquele crush do outro lado da pista que você já não via há algum tempo. Você começa a caminhar até a pessoa e “Last Nite” do The Strokes toca ao fundo.

De repente vocês estão cada vez mais perto, balançando a cabeça e cantando “Last Nite, she said”. Nesse momento vocês estão pulando, se abraçando e sentindo como se estivessem no período da escola.

Desculpe te lembrar que essa música já tem seus 18 anos e você está tão velho quanto ela. Mais uma banda de “rock de pai”.


5- Blink-182

Eles estão juntos desde 1992, mas eles realmente entraram para a cena do Reino Unido com seu quarto álbum de estúdio, Take Off Your Pants and Jacket em 2001. Esse disco sendo lançado em 2001 pelo Blink – 182 coloca a banda firmemente na categoria rock de pai.

Apesar de que, a menos que você finja que ouviu as mais antigas deles antes que alguém tenha ouvido só para falar deles porque você é um hipster mentiroso. Se você ouvir tocar “Rock Show” e as pessoas começarem a dançar, olhe ao redor, todo mundo está com mais de 30 anos.


6- Green Day

É inacreditável, mas o Green Day está junto desde 1986. 33 anos de estrada. Billie Joe Armstrong, o vocalista da banda, já tem os seus 47 anos. Quando isso aconteceu?!


7- Muse

Você pensa que Muse não é um rock de pai, certo? Mas, você está errado. Eles estão em turnê desde Beethoven.

A banda que é de 1995, são um fim de noite favorito nas baladas, bares e a escolha para um final de casamento. Eles são o status quo da nossa geração.


8- The Killers

A banda mais jovem da lista, The Killers, foi reduzida a uma solução para qualquer DJ que tenha perdido o público. Tudo o que ele precisa fazer é colocar “Mr. Brightside” e ele tem a platéia de volta.


9- Oasis

Se eu dissesse a Liam Gallegher que o Oasis é “rock de pai”, ele provavelmente não iria gostar muito. 

Considerar o Oasis como “rock de pai” é provavelmente o mais difícil de admitir, mas “Definitely Maybe” tem agora 25 anos de idade. Músicas como “Live Forever” e “Supersonic” são aquela que você vê as pessoas com mais de 30 anos dançando. Essa é a definição do rock de pai.

Fonte : Rolling Stone Brasil

O Rock vive: The Raconteurs chega ao topo das paradas da Billboard

Que notícia boa para o Rock! O novo disco do The Raconteurs chegou ao primeiro lugar da Billboard 200, maior parada de música dos EUA.

Ao lado de nomes do pop e hip-hop como Lil NasGucci ManeMadonna e Billie Eilish, a banda de Jack White colocou o álbum Help Us Stranger no topo em uma época onde o gênero pouco aparece por ali.

De acordo com a Billboard , desde seu lançamento no dia 21 de Junho já foram mais de 88 mil cópias vendidas. O grupo já havia figurado no Top 10 da parada com Consolers of the Lonely (2008) e Broken Boy Soldiers (2006). Para Jack White, essa é a primeira vez que uma banda sua chega ao topo — na carreira solo, ele já cumpriu o feito três vezes.

Vinil

Vale lembrar que com o selo Third Man Records, White tem esquentado o mercado de discos de vinil nos EUA.

O disco novo do Raconteurs vendeu 25 mil cópias só no país, sendo a maior venda de um álbum no formato neste ano, e o terceiro maior desde 1991.

Aí sim, hein?

The Raconteurs no Brasil

A banda toca por aqui como atração do Popload Festival, que acontece em Novembro em São Paulo. 

Fonte : Tenho Mais Discos Que Amigos

9 benefícios que a música proporciona às crianças

Na fila do caixa, a mãe brincava com a filha no colo balançando o chocalho e chamando a atenção da criança. Surpreso com o som do objeto, o bebê abria um inocente sorriso, emitia uma contagiante risada e movimentava os bracinhos expressando todo o seu contentamento com a experiência. Cenas como essa são comuns com bebês em fase de descobertas sensoriais, ou seja, de desenvolvimento, quando eles percebem o som com maior consciência e respondem a eles com estímulos.

Mas, se olharmos para trás, vamos perceber que a música, ou o som, faz parte das manifestações do ser humano desde quando ele está na barriga da mãe. De acordo com o coordenador da Escola Companhia das Cordas, Cleber Alves, pai da Giuliana, a música é um tipo de linguagem que está presente de forma muito intensa, desde a melodia de uma caixinha de música, um instrumento musical, o rádio do carro, o toque do celular e até mesmo o barulho da rua. Sons a que bebês e crianças estão atentos e podem se beneficiar de seus efeitos. “A audição é o primeiro sentido que se forma na gestação, o som faz parte do desenvolvimento cognitivo desde antes de nascer. E essa habilidade do ser humano vem sendo aperfeiçoada ao longo dos anos, por meio da música”, explica Alves.

O psicólogo, terapeuta e professor da Faculdade Santa Marcelina, Brenno Rosostolato, completa ao dizer que quando a criança tem contato com a música, seja ouvindo ou interagindo mais ativamente com esse universo, ela pode desenvolver algumas características próprias com mais facilidade, como fala, dicção e coordenação motora, entre outras. Observe: não é à toa que existe uma grande quantidade de brinquedos educativos para bebês e crianças pequenas que emitem ou fazem barulhos e têm músicas. Você já prestou atenção nisso? E claro que não é apenas com os brinquedos que essa relação se estabelece.

Existem outras formas, inclusive as aulas de música e instrumentais. A diretora Cristina Soares, da escola de Música e Idiomas em Domicílio, conta que é cientificamente comprovado que crianças que tocam um instrumento ou possuem algum aprendizado nesse segmento antes dos 5 anos apresentam a área frontal do cérebro, que mexe com o conhecimento lógico e abstrato, mais desenvolvida.  

Musicalização

No livro “A Alegria de Ensinar”, o escritor e cronista Rubem Alves diz: “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre instrumentos que fazem a música”.

Ensinar a experiência e o sentimento antes da prática é um dos conceitos presentes na musicalização.  Cleber Alves conta que a musicalização ensina os elementos de linguagem sem se preocupar com a parte técnica do instrumento. Nela a criança começa a perceber elementos como pulsação e forma, por meio de atividades gostosas. “Quando se faz esse tipo de atividade há um contato dirigido da criança com a música, e o intuito é que ela preste atenção nesse elemento”, conta ele.

A musicalização pode ser feita com bebês de 1 ano até crianças de 10 anos – idade em que elas costumam ser direcionadas ao aprofundamento do aprendizado. Cada faixa de idade tem um tipo de atividade, e a ideia é que a criança faça parte de uma rotina prazerosa. “Nosso trabalho é para que o aluno aprenda a prestar atenção em um determinado elemento da linguagem musical e vá se familiarizando com ele para, quem sabe, se interessar por um instrumento específico”, ressalta o coordenador da escola Companhia das Cordas.

Vale lembrar que a musicalização infantil realiza um trabalho que pode anteceder os estudos direcionados a um instrumento, mas não é necessário passar por ela para depois aprender a tocar algo. O que acontece é que nesse ambiente as crianças fazem uma imersão em diferentes sons, ritmos e melodias e têm contato com brinquedos como apitos e chocalhos até itens mais elaborados, como flauta doce, xilofone, violão, bateria, e muitos outros instrumentos tocados pelos professores.

Expressão corporal

O contato com o som e a música provoca estímulos que possibilitam que a criança se expresse por meio do corpo. Seja demonstrando o que ela sente ao ouvir um música, cantando ou na realização de movimentos mais refinados, como bater palma, tocar um determinado ritmo ou fazer um acorde. O professor, Brenno Rosostolato conta que junto com a música ocorre o desejo de mexer o corpo, acompanhando o ritmo.

“Acredito que esse é um dos aspectos mais importantes do contato com o aprendizado musical, pois a melodia, o ritmo e as letras despertam sentimentos e convidam as pessoas a se expressarem. Isso pode ajudar a criarmos adultos e adolescentes menos refratários ao toque, que se sintam mais à vontade para dar vazão aos seus sentimentos”. diz Rosostolato.

A expressão corporal também pode ser trabalhada de forma terapêutica. A musicoterapeuta Lauane Ramos explica que essa especialidade é indicada para todos os tipos de patologias, pacientes com autismo, síndrome de down, falta de atenção, depressão, e até mesmo para pessoas em coma. “Alguns pacientes ouvem músicas específicas para trazer à tona determinadas sensações do cérebro, outros compõem canções para expressar o que sentem ou fazem exercícios específicos para treinamento de foco”, explica Lauane.

Coordenação motora

Você pode até achar um exagero, mas só o fato de a criança conseguir segurar um instrumento sozinha já é uma forma de ela desenvolver e exercitar a motricidade fina – capacidade que permite usar os pequenos músculos do corpo – e a motricidade grossa, que consiste na utilização de músculos grandes do corpo – como movimentos de braços e pernas.

Os especialistas explicam que essas duas habilidades podem ser trabalhadas em instrumentos de corda e piano, por exemplo, pois pedem que as mãos executem diferentes ações ao mesmo tempo. E o aprimoramento da coordenação motora vai se aprimorando com o tempo. É uma conquista que a criança alcança sozinha, com o esforço e trabalho dela.

Foco

No momento em que uma criança está participando de uma atividade, precisa de atenção para conseguir cumprir o que foi proposto. Se há uma atividade em grupo, ela vai cantar um trecho da música ou tem seu próprio solo instrumental em uma apresentação, precisa estar focada para conseguir realizar a ação.

Brenno Rosostolato conta que já viu muitas crianças que tinham dificuldades em prestar atenção apresentarem melhoras significativas após realizarem atividades musicais.

Contato com outras culturas

A música é universal e pode ser expressada de diferentes formas, dependendo da cultura onde está inserida. Essa proximidade é benéfica para as crianças, pois possibilita que elas tenham contato com o folclore e costumes de outros povos. Instrumentos de percussão como o bongô, o atabaque e a timba, por exemplo, podem introduzir a criança nos estilos de sons africanos e cubanos.

Cleber Alves  conta que é muito comum as crianças aprenderem a história dos instrumentos nas aulas, e a proximidade com os diferentes ritmos é um verdadeiro intercâmbio cultural, é uma forma de criar empatia por outros povos.

Criatividade

Um dos principais alicerces da música é a criatividade. Cartola não tinha nenhum conhecimento de teoria musical quando compôs a canção “O Mundo é um Moinho”, uma das mais bonitas do repertório brasileiro. Já os músicos da banda britânica Queen tinham muito conhecimento musical, mas não contavam com muitos recursos tecnológicos nos anos 80 e gravaram as vozes dos seus quatro integrantes inúmeras vezes para passar a impressão de que haviam muitas pessoas cantando “Bohemian Rapsody”. Tudo na base de muita criatividade e conhecimento de suas capacidades.

O gerente da escola Yamaha Musical do Brasil, Aoki Tadanori, conta que seus alunos são estimulados desde pequenos a criarem arranjos, composições e improvisações. “É muito bonito e gratificante ver nossos alunos de 4 anos criando acordes com duas notas ou músicas com poucas palavras. É uma grande conquista para eles”, completa.

Memória

Uma pesquisa realizada na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, finalizada em 2011, com uma turma de 60 alunos, de 6 a 9 anos, em que 29 deles tinham contato com a música, constatou que o contato com o meio permite, entre outras habilidades, o desenvolvimento da memória. De acordo com a neurocientista Nina Kraus, líder do estudo, alguns elementos presentes na música como timbre, tempo e tom, foram importantes para que essas crianças desenvolvessem a memória  mais rápido que outras.  

A diretora Cristina Soares, da Escola de Música e Idiomas em Domicílio, diz que para afinar um instrumento, por exemplo, é preciso lembrar o som da nota. Para improvisar e criar é também preciso lembrar o som da nota. Já para aprender uma música ou cantar, é necessário exercitar a memória sequencial.

Desenvolvimento da linguagem

Quando uma criança ouve ou canta uma música, ela vai armazenando palavras ao seu domínio. Mesmo quem não está alfabetizado vai adquirindo, ao longo do aprendizado, elementos que serão úteis para a formação das frases.A dicção também é um aspecto que pode ser aprimorado por meio da música. Cristina conta que uma de suas alunas tinha problemas na fala quando começou a fazer aulas de canto e conseguiu corrigir as palavras que pronunciava incorretamente, melhorando também sua respiração e entonação da voz.

Contato com matemática

O matemático Pitágoras é considerado pela ciência um pesquisador de música. Seu primeiro experimento foi esticar uma corda e perceber que sua vibração emitia um som. Esse foi o primeiro passo para, o que depois de muitos estudos e aprimoramentos, se tornaria a base da harmonia dos instrumentos de corda.  

Fonte : Revista Pais e Filhos